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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Justiça bloqueia R$ 477 milhões de 11 pessoas ligadas ao PP. Juiz determinou a indisponibilidade de bens da sigla no montante de R$ 9,88 milhões

  • O juiz Friedmann Anderson Wendpap, da 1ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta sexta-feira (7) a indisponibilidade de bens do PP (Partido Progressista) e de pessoas ligadas à legenda em uma ação de improbidade movida pelo MPF (Ministério Público Federal) no âmbito da operação Lava Jato, informou o tribunal.
  • Wendpap determinou a indisponibilidade de bens do PP no montante de R$ 9,88 milhões, assim como a de outras 11 pessoas ligadas à legenda, entre elas deputados, ex-deputados e um assessor ligado ao partido. 
  • O montante bloqueado soma cerca de 477 milhões de reais.
  • O ex-ministro das Cidades e ex-deputado federal Mario Negromonte (PP-BA) foi o político ligado ao PP que teve o maior montante declarado indisponível pelo juiz, R$ 166,9 milhões, seguido pelo também ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC), que teve R$ 124 milhões indisponíveis.
  • O juiz não atendeu os pedidos do Ministério Público para que os acusados pagassem dano moral coletivo e para que tivessem cassadas suas aposentadorias por entender que a via escolhida pelos procuradores realizarem esses pedidos foi inadequada.
  • A ação de improbidade movida contra o PP na Lava Jato foi a primeira do tipo feita pela força-tarefa da operação contra um partido político. 
  • Além do PP, PT e PMDB também já foram apontados pelos investigadores como destinatários de recursos ilícitos do esquema de corrupção na Petrobras.
  • Quando da apresentação da improbidade contra o PP, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse que outros partidos ainda podem ser alvos de ações similares.

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