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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Só no conjunto habitacional Garagem AV. São Miguel existem mais de 2 mil pessoas furando fila como em outros conjuntos de São Paulo. O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) investiga a denúncia de que famílias sem-teto que ocupavam irregularmente o Conjunto Residencial Caraguatatuba, em Itaquera, na zona leste de São Paulo, pagaram a intermediários para obter um apartamento no local.
  • O promotor de justiça de Habitação e Urbanismo, Mário Augusto Malaquias, recebeu, na última terça-feira (18), a denúncia de uma ocupante de que famílias teriam pagado valores variados a associações para furar a fila do cadastro municipal e ter direito a uma unidade no conjunto. Ocupantes disseram à TV Globo que pagaram de R$ 1.000 a R$ 10.000. Segundo Malaquias, a denunciante relatou pagamentos de até R$ 30.000.
  • Malaquias investigará que associações teriam feito a cobrança e se elas são regularizadas ou de fachada. Ainda que estejam regularizadas, a cobrança é ilegal, segundo o promotor. Ele afirmou que os sem-teto podem ter sido vítimas de estelionato.
  • A participação de associações no preenchimento de vagas é autorizada pela Prefeitura de São Paulo. A administração municipal informou que metade das unidades será destinada a famílias que vivem em áreas de risco. A outra metade será reservada para cadastrados na Cohab -- 25% -- e indicados por entidades habilitadas -- outros 25% --, com prioridade para pessoas portadoras de deficiência e mobilidade reduzida, famílias com alta vulnerabilidade social e que moram na cidade há mais de quatro anos. Na opinião do promotor, a possibilidade de participação de associações "favorece" a atuação de estelionatários.
  • Malaquias criticou a forma como a prefeitura e o governo federal lidaram com o caso do Conjunto Caraguatatuba. "Muitos dos ocupantes de lá eram pessoas que teriam sido contemplados pela Cohab. Porém, tomando conhecimento de que havia um invasão também foram ocupar o que supostamente seria deles. Isso é decorrente de uma falta de informação do poder público". Noticias\Uol

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