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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Juiz da Lava Jato resistia a mudar sua rotina, mas desde o depoimento de Lula conta com esquema ostensivo de proteção. Ao lado de Lula, presidente da CUT, Vagner Freitas, ameaça: "nós vamos nos livrar do Moro".

https://www.youtube.com/watch?v=slINLEXEYDU
  • Mesmo com a Operação Lava Jato já debruçada sobre políticos influentes e empresários poderosos, o juiz Sergio Moro sempre resistiu a qualquer mudança de rotina. 
  • Apesar dos alertas para cuidar da própria segurança, prosseguiu fazendo rigorosamente tudo o que fazia antes de assumir os processos e enfrentar a corrupção. 
  • Moro ia trabalhar de bicicleta. 
  • Frequentava restaurantes e shoppings de Curitiba e corria, sozinho, pelas ruas da cidade. 
  • Com o passar do tempo, aceitou fazer algumas concessões. Aposentou a bicicleta, passou a evitar programas familiares em lugares públicos e trocou o cooper ao ar livre pela esteira de uma academia. 
  • Mas nunca admitiu andar com escolta, embora estivesse no centro de uma atividade naturalmente fadada a despertar rancores. Por mais de uma vez, a Polícia Federal lhe ofereceu proteção. 
  • Sempre que ouvia a sugestão, o magistrado repetia uma pergunta: 
  • “Há alguma ameaça concreta?”. 
  • Não havia, mas aparentemente agora há. Desde a semana passada, Moro está sob a proteção de uma equipe de agentes altamente treinados.
  • Fazia tempo que o juiz era alvo de ataques virtuais, a exemplo do que aconteceu com o ex-ministro Joaquim Barbosa durante o julgamento do processo do mensalão. Mas nada que fosse suficiente para fazê-lo mudar de conduta. 
  • O ponto de inflexão brotou com a decisão de mandar a Polícia Federal conduzir o ex-presidente Lula para depor sobre suas ligações com o petrolão, na sexta-feira 4. A ordem de Moro, expedida como parte da 24ª fase da Operação Lava-Jato, atiçou a militância petista mais radical – em muitos casos, pode ser apenas histeria, dada a facilidade de gritar nas redes sociais. 
  • Do ponto de vista policial, contudo, impõem-se cautela e atenção. Ainda no dia da condução coercitiva de Lula, à medida que o ex-presidente e outros hierarcas do PT subiam o tom do discurso, mais agressivas se tornavam as ameaças da tropa cibernética.
  • Pelo menos três desses ataques resultaram em abertura de inquérito por um motivo muito simples: incitaram, entre outras barbaridades, ao assassinato do juiz da Lava-Jato. 
  • “Chega de palhaçada de acreditar na democracia de direita. 
  • Matem o Moro”, escreveu no Twitter um agressor já identificado. 
  • “Tenhamos coragem. Matemos Moro e acabemos com esta festa”, emendou o militante. 
  • “Todos de esquerda nas ruas já e com armas! É guerra civil”, postou outro radical no Facebook. 
  • “Matar o Moro e todos os fascistas. 
  • É guerra”, prosseguiu. 
  • Mensagens desse quilate puseram a polícia e Moro em alerta. 
  • A “ameaça concreta” que o juiz paranaense dizia inexistir despontou como uma possibilidade real. Prudência agora é o nome do jogo. 
  • Desde aquela sexta-feira em que Lula depôs numa sala do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, agentes da Polícia Federal se revezam num esquema ostensivo ao redor de Moro. 
  • Em paralelo, policiais rastreiam a origem das ameaças e de telefonemas que o magistrado tem recebido. “Identificaremos todos eles”, disse a VEJA um investigador que trabalha no caso.

Um comentário:

  1. Quem tem INTERESSE em matar o JUIZ MORO, é porque NÃO tem interesse que o Brasil se livre da CORRUPÇÃO..... Tais vagabundos também devem ser levados à cadeia, pois se fizerem algo contra o MORO mesmo sendo uma simples ameaça vai se ver com os Brasileiros. Saibam pois a TODOS quanto possa interessar: O Juiz MORO faz parte da população do bem desse País. NÃO invistam contra a vida de quem tem dignidade em detrimento de VADIOS. Quem tentar tal COISA se verá com a POPULAÇÃO.....NOS somos todos MORO.....JUIZ SERGIO MORO.....!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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