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sábado, 24 de setembro de 2016

O ex-presidente e seus aliados voltam a debochar da Justiça, numa escalada de desrespeitos às instituições sem precedentes na história recente do País. Até quando?
Desgostoso com as velhas construções, o tirano romano Nero ateou fogo na capital de seu império. Deixou as chamas arderem por dias, segundo o historiador Suetônio, destruindo grande parte da cidade. É o que simbolicamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta fazer para fugir das garras da Lava Jato dois milênios depois. Acuado após se tornar réu pela segunda vez na terça-feira 20 por ter recebido propina da OAS, o petista aposta em deslegitimar as instituições e o estado democrático para escapar da prisão iminente, mesmo que isto leve o País ao caos. Não conseguindo desmentir as provas de que se beneficiou dos desvios da Petrobras, ele parte para o confronto contra os acusadores, numa escalada de desacatos às autoridades sem precedentes na história recente. O último episódio ocorreu na quarta-feira 21. Em um comício no interior do Ceará, Lula zombou dos investigadores do Petrolão. Classificou-os como “uns meninos do MPF (Ministério Público Federal)” que “futucam” a sua vida. No Recife, no dia seguinte, Lula voltou a atacar Moro. “Duvido que alguém dentro do MP e até mesmo o Sérgio Moro seja mais honesto do que eu”. A estratégia criminosa de desacato não é levada a cabo apenas pelo comandante máximo do Petrolão, segundo definição do MP de Curitiba. É reproduzida também por seus asseclas. O vice-líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta, repetiu a chacota na quinta-feira 22 ao acusar a força-tarefa de interferir nas eleições. “Moro e os Golden Boys iniciam operação #BocaDeUrna”, zombou em uma rede social.

Um comentário:

  1. Bela narrativa sobre Nero. Porém em nada se assemelha aos recentes fatos da política brasileira. Moro já deixou claro o seu partidarismo quando, combinado com a mídia fez a ilegal coercitiva expondo o ex-presidente e ainda dizendo que era para protegê-lo. Lula sendo levado para depor, passando por dentro de aeroporto, dando a entender que ali estava sendo conduzido pela polícia, um grande criminoso. O Moro ainda mostrou mais uma vez sua "isenção" ao divulgar as gravações entre Lula e Dilma para a Globo. recentemente é fez deboche da defesa de Lula sem saber que estava sendo gravado pelos advogados. Com tudo isso, Lula segue na frente nas pesquisas para presidente. Será necessário mais pirotecnia do justiceiro Moro e da mídia para inverter essa tendência. É lamentável que uma pessoa possa ser tida como criminosa apenas por "convicções". As delações vem mostrando o crime organizado de partidos como PSDB, DEM, PMDB, PT, com roubos milionários que comprometem toda a cúpula do governo e todos os nossos políticos. Isso só mostra como podemos estar enganados quanto aos nossos heróis. O judiciário já deixou claro que é cliente da política e vice-versa. Nem tudo é o que parece.

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